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Dia Internacional da Mulher vira projeto e debate entre alunos de jornalismo

Julia Sakoda e Thaiza Palermo

Os alunos de jornalismo da ESPM e da PUC se reuniram na última quarta-feira, 12, para um bate-papo com professores sobre o tema Mulher e Mídia. Essa iniciativa surgiu após os alunos integrarem um projeto internacional chamado Popup Newsroom para cobrir o Dia Internacional da Mulher.

Usando a hashtag ‪#‎IWDpopup, sigla para International Women’s Day, os alunos divulgaram links de textos, fotos e vídeos que produziram sobre o tema publicados no site do projeto no próprio oito de março, Dia da Mulher. Algumas matérias tiveram apoio da Editora Abril, Revista Fórum e o recém-lançado Brasil Post.

O encontro foi realizado como uma forma de celebração ao projeto e teve participação dos jornalistas André Deak, Leonardo Sakamoto e Anna Feldmann. Os assuntos abordados foram feminismo, machismo, preconceito e diferenças de gênero.

“São temas que não tem como falar sem levar para o lado pessoal”, comenta Anna Feldmann, que há um ano leciona a disciplina Mulher e Mídia na PUC. Apesar de ser uma matéria optativa na faculdade, Feldmann afirma que há muita procura, inclusive de homens. A professora acredita que machismo se dá em casa, e o interesse masculino pela disciplina pode ser uma forma de reverter esse aprendizado.

Ainda sobre machismo versus feminismo, o jornalista Sakamoto diz que o preconceito é aprendido. “A forma mais fácil de aprender preconceito é brincando”, afirma. Sobre isso, ressalta que há uma programação na infância, desde cedo aprende-se a julgar o outro e separar a brincadeira pelo sexo da criança.

Com a conversa sendo voltada para jornalistas, Anna comentou que 60% de jornalistas formados são mulheres, mas a maioria não chega ao cargo máximo da profissão, o que ela chama de “teto de vidro”, fenômeno no qual homens são mais bem sucedidos profissionalmente em empresas.

Após exposição de vídeos e campanhas com o tema feminismo, que deixam claro os preconceitos que as mulheres sofrem, Sakamoto diz que o Dia Internacional da Mulher deveria servir para os homens refletirem a opressão feminina.

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