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O que você acha sobre o Dia Internacional da Mulher?

Carol Gomes e Pí Colognori

Conhecido primeiramente como o protesto do Pão e Paz, o Dia Internacional da Mulher surgiu na Rússia em 1917, depois que 90 mil operárias se manifestaram contra o Czar Nicolau II para combater as más condições de trabalho e a participação da Rússia na Primeira Grande Guerra. Mas, antes desse movimento significativo, mulheres dos Estados Unidos e outros pontos da Europa se manifestavam contra a desigualdade em relação aos salários dos homens, que chegava a ser um terço, contra o trabalho infantil, comum no século XX, além, claro, pela igualdade política. O primeiro Dia Nacional da Mulher foi comemorado nos Estados Unidos, em 1908, por volta de 1500 mulheres se uniram em prol da igualdade entre homens e mulheres.

Mas ainda não passava de algo simbólico demais. Vinte anos depois, em 1945, a Organização das Nações Unida (ONU) assinou um documento em que firmava princípios de igualdade entre mulheres e homens. Apenas em 1977 o dia 8 de março foi reconhecido oficialmente pela ONU como o dia da mulher.

Muitas mulheres dizem que todo dia é dia da mulher, mas não é só para homenagear o gênero, e sim para lembrar as lutas femininas por um lugar igualitário na humanidade, sem ser menos, sem ser mais. É um dia para comemorar as conquistas e as quebras de barreiras na sociedade e impedir retrocessos. Saiba o que algumas mulheres acham desse dia.

Gabriela Kimura 

gabriela

Ela está na flor da idade. Gabriela Kimura, 21, é estudante de jornalismo na faculdade Cásper Líbero, que conclui em 2014, e um exemplo de estagiária no portal feminino MdeMulher da Editora Abril. Adora viajar e fazer novas amizades tatuagens e, claro, seu namorado, com quem está junto há cinco anos.

O namorado, assim como os pais de Gabi, são médicos. “Estou acostumada a não ver ele durante a semana”, reflete. “E, se a gente sai para jantar, é lá pelas três da manhã”, conta rindo. Ela adora assuntos do universo feminino. Gosta de escrever sobre culinária e tem dote para doces. “Meu trabalho de conclusão da faculdade é um blog de gastronomia de leigo para leigo”, revela. Falando em comida, ela começa a lembrar de sua viagem favorita: para a Toscana, na Itália. Ela fala com tanto gosto, que dá a sensação que ela está viajando no mar da região central do país da bota. “Aquele lugar é maravilhoso”.

Ela ainda é jovem, mas carrega consigo uma opinião significativa sobre o seu dia. “Faz parecer uma coisa tosca. Porque ao mesmo tempo que é relevante para a evolução dos direitos das mulheres, não tem muita importância, não faz com que as pessoas lembre, o quanto ainda falta para rolar uma igualdade entre os sexos”.

 Zeneide da Silva

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Bancária há 25 anos, Zeneide Gomes da Silva, adora o que faz. O seu intenso relacionamento com as pessoas a motiva para buscar sempre o melhor resultado, tanto profissionalmente quanto na vida pessoal. Zeneide está sempre conectada através do seu tablet e afirma que com ele pode ficar conectada com os seus amigos e o mundo. Para ela, comemorar o Dia Internacional da Mulher é celebrar aquela mulher revolucionária e que tem objetivos traçados a alcançar. Já que comemora-se o dia da criança, dias dos pais e das mães, por que não comemorar o dia da mulher? Zeneide considera a data um símbolo em respeito a todas as mulheres do mundo.

Rosanna Aguilar

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Mais conhecida por Mimma, Rosanna Aguilar, 43, tem três filhos e é uma executiva reconhecida na empresa em que trabalha. Há quatro anos ela se fortaleceu profissionalmente na Dell, empresa de negócios de tecnologia de computadores e softwares, mas para chegar no posto de Executiva de Conta e  Top Talent da organização neste tempo, ela batalhou, e muito.

Sua graduação só veio depois de ter os três filhos e ninguém para impedi-lá de fazer faculdade porque é mulher. Desimpedida, prestou o curso de administração e, finalmente, se formou. Ela não precisou vencer a preguiça, porque dá para ouvir na sua voz a e perceber a gana de enfrentar os desafios da vida e sustentar as crianças.

Para Mimma, o Dia Internacional da Mulher é um dia de reflexão pessoal para você entender você mesma. Para entender se tudo o que você está fazendo é genuíno para a sua vida. Se o curso da vida de cada uma está sendo tomado de acordo com os valores femininos, como mãe, esposa, filha e profissional; valores esses, distintos para cada ser.

 Rose

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Conhecida como Rose, a doméstica de 38 anos já exerce a profissão desde os seus 18. Rosilene Dias Costa, nas horas vagas, adora ficar em casa assistindo filmes com seu filho de 4 anos, Giovani.

Rose diz que o que a move é o amor. Gosta de fazer as tarefas domésticas e enfatiza: “gosto de passar, lavar e arrumar. Faço com muito amor”. Pra ela, o Dia Internacional da Mulher é uma forma de elogiá-las e celebrar a importância das mulheres no mundo.

Rosa Gentile

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Em 2014 ela completa 70 anos e cheia de histórias para contar. Rosetta Gentile, nasceu na Etiopia, em uma colônia italiana que fugia da Segunda Guerra Mundial. Aos cinco anos de idade se mudou para o Brasil e se erradicou como Rosa Gentille. Perdeu o pai, Rocco Gentille, muito cedo, mas sua mãe viveu até os 87 e acompanhou o nascimento dos netos e bisnetos. Ela é chamada pelos mais íntimos de Tatá, um apelido que deixa o rosto de traços delicados porém sérios, um pouco mais leve.

Ela também se formou “depois de velha”. Aos 48, concluiu a faculdade de direito com honra e louvor. Isso também, depois de ter quatro filhos e um pouco antes de ser avó.

Hoje, ela vive tudo o que antes não conseguiu. Viaja pelo mundo, já foi para a Turquia, Portugal, Peru, faz aulinhas de patchwork e cuida de sua cachorra, Gaia, que tem olhos azuis como os seus. Aliás, ela sempre teve o dom de trabalhos manuais. Difícil não notar as almofadas, quadros e porcelanas espalhados pela casa com sua assinatura, e são do século passado.

Ela, que já viveu bastante, tem muito o que falar sobre o dia da mulher. “Primeira coisa: eu acho que todos os dias devem ser o dia da mulher, não precisa de um dia específico. Segunda coisa, acho importante que as pessoas lembrem do dia, e as mulheres também, porque de vez em quando elas esquecem delas mesmas”.

 Isabelle Barbosa

isabelle

A notícia de uma amiga, mudou a perspectiva de vida da Isabelle Barbosa de 29 anos. A então vendedora recebeu a notícia de que um salão de beleza famoso no Rio de Janeiro havia inaugurado uma unidade em São Paulo. Isabelle decidiu tentar. Após uma bateria de treinamentos e entrevistas, há três meses ela se tornou auxiliar de cabeleireiro e afirma que irá continuar com os estudos para conseguir sua emancipação na profissão. Isabelle acha que o Dia Internacional da Mulher é uma data para comemorar as conquistas delas e celebrar a mulher determinada e que sabe o que quer.

Inajá Gomes

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Comunicativa, Inajá Gomes da Silva Santos acredita que escolheu o caminho certo a seguir. Profissional de marketing há 4 anos, a baiana erradicada em São Paulo desde o seu primeiro ano de idade, gosta de seu trabalho, pois consegue explorar sua melhor qualidade. Sempre quando tem tempo, Ina gosta de fazer arranjos florais utilizando uma técnica japonesa que dá resultado às Ikebanas. Sobre o Dia Internacional da Mulher, Inajá acredita que ainda não temos um mercado de trabalho igualitário. Ela considera a data uma ótima oportunidade de relembrar o caminho que as mulheres ainda tem a seguir.

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